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Análise de Risco Climático - O que é e para que serve?


Todo e qualquer risco diz respeito a probabilidade de ocorrência de um evento que pode impactar de maneira tanto positiva quanto negativa um setor, projeto ou negócio. Riscos podem apresentar tanto ameaças quanto oportunidades, dependendo se o resultado do evento trouxer mais prejuízos ou benefícios.


Para entender se os resultados das ocorrências de uma série de eventos são bons ou ruins, é necessário formalizar uma Análise de Risco. Esse tipo de análise abrange estudos que avaliam quais são as ameaças e oportunidades que podem afetar um empreendimento, caso esses riscos venham a se tornar realidade, além de sugerir a implantação de medidas de prevenção e mitigação.



Riscos ligados ao Clima


Os vários fenômenos meteorológicos e climáticos ondas de calor, geadas, inundações, secas severas e muitos outros também representam perigos e oportunidades para os mais diversos setores da economia. Inundações causadas por chuvas intensas trazem danos à infraestrutura das cidades, ao transporte de cargas e prejuízos ao patrimônio. Secas causam quebras de safras, impactam o funcionamento de hidrelétricas e a geração de energia.



Análises de Riscos Climáticos são estudos que identificam ameaças e oportunidades ligadas aos fenômenos atmosféricos em diversas escalas de tempo, através da investigação de dados do clima regional e global entre o passado, presente e futuro. É importante considerar que os riscos não são os mesmos para os diversos setores e empreendimentos, sendo encaixados em uma ou mais entre 6 categorias no total:


  • físico: danos estruturais causados por enchentes, vendavais, incêndios florestais e outros;

  • rating: avaliações ruins por conta da maior exposição dos empreendimentos aos riscos climáticos;

  • preços: aumento da volatilidade de custos com matéria-prima e valores de commodities;

  • reputação: danos à imagem por conta da percepção negativa do público em relação às questões ambientais e climáticas (ver o exemplo atual do Brasil);

  • produtos: bens de consumo com imagem negativa (como produtos que estão ligados ao desmatamento na Amazônia) tornam-se cada vez mais impopulares;

  • regulamentação: maior atuação de órgãos governamentais para coibir atividades ilícitas e maior importância de adequação à legislação ambiental e climática.


Para poder entender esses riscos e saber em quais categorias eles se encaixam é preciso antes conhecer o objetivo do empreendimento, seu contexto local, regional, social, político e econômico e, claro, contar com um profissional meteorologista com registro ativo. Um profissional capacitado pode buscar responder questões ligadas ao comportamento das variáveis meteorológicas de interesse (precipitação, temperatura, evapotranspiração e muitas outras), suas influências para o funcionamento e gestão do negócio e o que seria possível esperar dos seus riscos associados a partir de cenários futuros de modelos climáticos.



Benefícios da gestão de riscos climáticos


As mudanças climáticas impõem desafios reais e, cada vez mais, nenhum setor da sociedade poderá se considerar imune. Da agropecuária ao turismo, passando pela construção civil e logística até abranger todas as atividades econômicas, não é mais possível e recomendável se dar ao luxo de ignorar o clima.


Com o problema também surge a oportunidade: empresas e indústrias que fizerem da gestão de riscos climáticos uma prioridade real vão conseguir largar na frente e poderão reduzir custos, mitigar prejuízos, melhorar a imagem com os consumidores e até mesmo identificar novas oportunidades de negócios. Mitigação, adaptação e resiliência frente às variações climáticas vão formar cada vez mais a ordem do dia.

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