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Revista Cafeicultura - Setembro/2021

Áreas de café do sudeste já têm mais de 162 dias sem chuva em 2021.

Publicado no site da Revista Cafeicultura no dia 08/09


Secas são fenômenos climáticos recorrentes e cada vez mais frequentes no Brasil. Esse tipo de fenômeno é caracterizado por períodos de meses a até mesmo anos com chuvas abaixo da média, sendo um dos principais riscos climáticos que afetam a cafeicultura do país.


O risco das secas também se mostra em graves prejuízos econômicos para os agricultores. Tanto que esse foi o principal problema climático enfrentado pela cafeicultura no ano passado, segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A situação das secas em 2021 para a produção de café não está muito diferente, isso sem contar com os graves episódios de geadas que deixaram rastros de destruição no campo.


Segundo levantamento da Meteonorte com dados do Climate Prediction Center (CPC), um dos principais centros de meteorologia do mundo, o panorama das secas nas Regiões Sul e Sudeste em 2021 é preocupante ainda mais nas principais regiões produtoras de café. O resultado está nos mapas abaixo, que mostram a porcentagem de dias sem chuva nas duas regiões desde o dia 1 de Janeiro a 31 de Agosto de 2021. Quanto maior a porcentagem, maior é a falta de chuvas.



A média da porcentagem de dias sem chuva em toda a Região Sul é de 70%, apesar de algumas regiões isoladas estarem mais próximas de 50%. Na região do Norte Pioneiro do Paraná, o valor é de 60% a 70% de dias sem chuvas durante o ano. A situação é ainda pior no Sudeste, que chega a esta época do ano com média total de 76% de dias sem chuvas. A Alta Mogiana, junto com a maior parte das regiões produtoras de café de São Paulo, encontra-se dentro do limiar de 70% a 80%. Já em Minas Gerais, em áreas do Cerrado Mineiro, Norte e Noroeste de Minas e Chapadas de Minas, o nível esteve entre 80% a 90% de dias sem chuvas até o fim de Agosto.

O que esperar para os próximos meses?

A grande questão climática até o fim do ano é a formação, ou não, de mais uma La Niña no Oceano Pacífico. É provável que as previsões, que até o momento apontam chances de mais de 70% de formação, se confirmem assim como no ano passado. Também não é raro que eventos de La Niña aconteçam em sequência. Aconteceu ano passado, então pode acontecer esse ano também e influenciar o clima nas estações seguintes. E o sinônimo de La Niña para as Regiões Sul e Sudeste é Seca.




Onda de Calor vai atingir todas as principais regiões produtoras de café, de acordo com a Meteonorte.

Publicado no site da Revista Cafeicultura no dia 20/09

Assim como a seca e as geadas, as ondas de calor representam um dos principais riscos climáticos que afetam a cafeicultura brasileira.


Uma sequência de dias com temperaturas máximas acima de 34 °C nesta época do ano pode causar o abortamento das flores, bem como o surgimento das chamadas flores “estrelinha” nas lavouras de café. Os riscos se agravam ainda mais com a ocorrência da seca prolongada, como é o caso deste ano.

É o que está previsto para acontecer durante os próximos dias em todo o Sudeste do país: uma forte onda de calor que atingirá as principais regiões produtoras de café com temperaturas máximas que estarão facilmente na casa dos 35 °C a 40 °C, segundo levantamento da Meteonorte. Os dias de maior intensidade serão na terça-feira (dia 21) e quarta (22).




Atenção especial deve ser dada para o Norte e Noroeste de Minas e Cerrado Mineiro, que devem ser as regiões mais afetadas pelo calor dos próximos dias. Além dos perigos para o café, é de extrema importância ingerir bastante líquido e evitar exposição prolongada ao sol, pois ondas de calor também podem causar uma série de graves problemas de saúde a curto e longo prazo.